sexta-feira, 5 de junho de 2009

Fado

Hoje sinto-me um pouco melancólica.
Talvez seja do tempo. O céu está cinzento e não pára de choviscar. Está fresco e tive que encostar as minhas sandálias e calçar botas... E como eu gosto de andar de sapatos abertos. Sentir o calor nos pés:)
Por isso hoje deixo três dos meus fados preferidos. Decididamente o fado é a nossa música, a nossa cultura. Triste, mas profundo.
Existem momentos para tudo, até para ouvir determinados tipos de musica. Hoje a minha musica é o fado!
A fado de Mariza é sem sombra de duvida excepcional. A interpretação fantástica.
Música com alma.



Fado de Amália interpretado por Mariza. Lindo!



Arrepiante a forma sentida como este tema é interpretado. Um tema tambem original de Amália Rodrigues.

Liberdade



Liberdade

Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.


De Armindo Rodrigues (1904 - 1993)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As mulheres de trinta

"As mulheres de 30"

O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz:
'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.

Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?

... O que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!

... Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.

... A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima... Quando resolve, vai pra valer... Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco...

Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.

São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.

Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.

(por Mário Prata)


Identifico-me com este texto, provavelmente como tantas outras mulheres que estão na casa dos trinta... Tem sido sem dúvida a minha melhor fase. Que idade fantástica!!
A independência, a liberdade adquirida através do auto-conhecimento, das batalhas vencidas e das desilusões ultrapassadas. Posso dizer que sou uma mulher realizada, de bem com a vida e com uma filha espectacular. Com um amor conquistado:)
E o ritmo.... a cor que a vida ganha, a sedução, a vontade de dançar, dançar, dançar muito. E rir bem alto!
E por falar em ritmo e alegria...vamos,carregua no play, aumenta o volume, descalça os sapatos e dança :)








Thomas Crown, lembram-se? ;)

Thomas Crown, milionário enfadado pela sua vida sistémica e rotineira, não só arquitecta um plano (infalível) de assalto a um banco, como ainda controla à distância um bando de rufias (que nunca o viram) para executar o trabalho. Vicky Anderson, investigadora de seguros, suspeita de Crown, apesar de não conseguir encontrar qualquer prova que o implique ao crime cometido. A caça abre, a caçadora avança para a sua presa e eis que algo vai contra os planos de ambos: acabam inevitavelmente apaixonados! Até ao final do filme ficamos na dúvida qual dos dois vai prevalecer: o amor ou o sentido do dever.

Tudo em Thomas Crown Affair é um jogo, desde a maneira em como as personagens interagem entre si, até à forma em como o realizador engana o espectador. Ao tom simpático e ligeiro que acompanha todo o filme sucede um gosto amargo da reviravolta final.

A título de resumo, o que realmente se vê é a interacção entre as duas personagens, a química sexual presente durante todo o filme, num ambiente repleto de estilo e ostentação.



Fantástico, um dos meus filmes preferidos pelo enredo, envolvencia, sedução.



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Choose to Love

"É com a música que faço minhas declarações de amor ... é com a musica que expresso meus sentimentos..."
(Gustavo André)

"A vida é como a música. Deve ser composta de ouvido, com sensibilidade e intuição, nunca por normas rígidas."
(Samuel Butler)





A new star is born!

Depois do projecto Atomic Bees, Rita Redshoes revela-nos o renascimento do seu imaginário. A sua música desperta um mundo de sonhos onde a realidade da sua voz nos embala e nos transporta através dum caminho mais maduro, sólido e surpreendente. "Dream on Girl" é a sua primeira afirmação: um novo talento apresentado pela colectânea “Novos Talentos – FNAC 2007”, uma música que rapidamente se tornou no single deste disco, com destaque em algumas rádios nacionais e referência com uma das canções do ano.

Tudo começa em 1996 com a participação como baterista no grupo de Teatro ITA VERO. Em 1997, um grupo de amigos junta-se e, com Rita Redshoes como vocalista, formam os Atomic Bees, gravando, em 2000, o disco: “Love.noises.and.kisses”, que apresentam um pouco por todo o país. Foi uma das finalistas do concurso Jovens Criadores em 1999, com o projecto Rebel Red Dog, onde tocava baixo. Nesse mesmo ano começa a desenvolver o seu talento para tocar piano, no seu projecto a solo: Photographs. Desde 2003 que integra a banda de David Fonseca, tendo mais recentemente partilhado o tema “Hold Still” incluído em “Our Hearts Will Beat As One”.

“Dream On Girl” marca o arranque de uma carreira... A new star is born!
(copiado de http://rita_redshoes.blogs.sapo.pt/)








"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música."
(Aldous Huxley)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Radio Macau

Hoje estou inspirada! Volta e meia dá-me para isto....:)



Entre as memórias e o sonho
Rádio Macau
Composição: Xana

Vivo entre as memórias e o sonho
Num mundo paralelo à realidade
Onde tudo é tão fantástico e medonho
Bom demais até p'ra ser verdade

Um mundo onde o tempo é tão veloz
Que me leva numa dança sem sentido
Num rodopio de cores extraordinárias

Um mundo todo ele ao meu tamanho
Onde tudo se transforma, o que nomeio
E o medo que não digo mas que tenho
Com o medo se desfaz e parte ao meio

Um mundo onde o tempo é tão veloz
Que me leva numa dança sem sentido
Num rodopio de cores extraordinárias

Um mundo onde o tempo é tão veloz
Que me leva numa dança sem sentido
Num rodopio de cores extraordinárias

Extraordinárias.. extraordinárias..
extraordinárias



Humm... esta é fantástica! Mas eu sou fã de musica portuguesa!



Manual de Sobrevivência
Rádio Macau
Composição: Indisponível

Também eu já
Senti não haver
Lugar ou espaço
Esperança para ter...

Também eu sei
Da raiva a nascer
Por tantos gritos
Ter que conter...

Mas sei também que fora de nós
Não há salvação
Resta-nos então
Dar asas ao que se inventa

Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti, por hoje e por enquanto
Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti...

Também eu já
Estive sozinha
Entre tanto fel
Erva daninha

Mas vi também que fora de nós
Não há salvação
Resta-nos então
Dar asas ao que se inventa

Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti, por hoje e por enquanto
Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti...

Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti, por hoje e por enquanto
Finge, esquece, engana o desencanto
Brinda, por ti...

Pedras no caminho...


Pedras no caminho...
O distraído nela tropeçou.
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já David matou Golias,
e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela
escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.



Crescimento, caminho... Quantas vezes não escolhemos caminhos errados pensando que são os certos. E que estes próprios nos conduzirão ao nosso crescimento?! Mudar o nosso rumo. Há alturas que essa mudança é imperativa. Mas ter o discernimento de distinguir o certo e o errado? Ou o momento em que realmente a nossa vida toma um rumo em que se torna realmente necessária esaa mudança. Apenas a nossa intuição nos pode responder. Mas para responder é tambem imperativo qua a saibamos ouvir.
Qual o sinal de que a voz é correcta? Quando não resta qualquer duvida do caminho a tomar....


O PODER DE NOSSAS ESCOLHAS



Coisas ruins não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA.

Uma vida fácil nada nos ensina. No fim, é o que aprendemos o que importa: o que aprendemos e como nos desenvolvemos.

Traçamos nossas vidas pelo poder de nossas escolhas. Quando nossas escolhas são feitas passivamente, quando não somos nós mesmos que traçamos nossas vidas, nos sentimos frustrados.

Uma pequena mudança hoje pode acarretar-nos um amanhã profundamente diferente. São grandes as recompensas para aqueles que têm a coragem de mudar, mas essas recompensas acham-se ocultas pelo tempo.

Geramos nossos próprios meios. Obtemos exactamente aquilo pelo que lutamos. Somos responsáveis pela vida que nós próprios criamos. Quem terá a culpa, a quem cabe o louvor, senão a nós mesmos? Quem pode mudar nossas vidas, a qualquer tempo, senão nós mesmos?


(Richard Bach)
Um dos meus autores favoritos :)